Felicidade/Espiritualidade Reflexão/comportamento

    Finja Costume!

    16/09/2018

    Foi em Minas que eu aprendi a expressão: “dá gastura”. No Rio, a gente fala “dá nervoso”. É quando alguma coisa deixa a gente com aquela sensação esquisita, de pelo arrepiado, trapézio tensionado, expressão de quem chupou um limão muito azedo na cara. Achei muito fofo quando a ouvi pela primeira vez: Não faz isso não que me dá gastura. Gastura? Gastura! Fofo demais. Já falei que vivi em Minas 7 anos? Adorei. Os mineiros têm uma espécie de inocência esperta – ou seria uma esperteza inocente? Só uma impressão minha para esse povo querido e muito acolhedor que aparentemente adora brincar de “fingir costume”. Sim, essa também é outra expressão deles. Uma amiga mineira veio aqui pra casa em Portugal. Num dos passeios por uma cidadezinha linda chamada Guimarães – recomendo a todos – conheceu um grupo de meninas que a levaram para andar de teleférico. Ela, super com medo de altura, subiu no troço. Por dentro, apavorada. Por fora, sorrindo e tirando selfies. Eu, carioca, acostumada a não fazer fita, perguntei: mas, amiga, sua louca, por que você não falou que esperaria por elas lá embaixo?! Ela: Ah, acabei indo. Fiquei com vergonha de dizer que tinha medo. Preferi “fingir costume”. Fingir costume? Ri. Adorei a expressão. Fiquei repetindo: “Fingir costume”. Imaginei o seu significado. É tão interessante quando a nossa própria língua nos vira uma descoberta. Ou seja, fingir costume é fingir que você está acostumado com algo que você nunca fez na vida. É tipo, você que nunca andou num teleférico andar com a confiança de alguém que para diante do negócio e diz pra si mesma e para o mundo: ah, que bom, mais um teleférico, esse vai ser o septuagésimo sétimo teleférico que eu já andei no mundo. Aliás, eu viajo todo planeta em busca de teleféricos. Adoro! Sorrio. Tiro fotos. Saio em todas as selfies com um carão lindo. Posto no Storie a foto com um Gif piscando a palavra: descolada! Sim, essa aí, expert em teleférico, sou eu! Ri até quando ela me contou. Mas o mais interessante, foi a mensagem tirada disso tudo. No final da história, fingir costume lhe fez bem. Ela acabou adorando o passeio. Sem esse fingimento, talvez tivesse perdido experiência. É, acaba que tem horas que precisamos fingir que sabemos o que estamos fazendo para nos fazermos fazer o que não faríamos. E isso pode ser maravilhoso. Porque abre portas ao inesperado. Deita abaixo nossos medos. Então, a sugestão para hoje é: lembre-se de alguma coisa que você nunca faria por si só. Depois, vá até ela e finja costume. Aposto que será uma ótima maneira de te fazer experimentar, pelos caminhos do fingimento, as maravilhas do mundo real.

    *Crédito da Foto: Tyler Nix.

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